empoderamento,

chore



por que não nos permitimos entristecer?
por que, ao sentir vontade de chorar, ficamos com vergonha e reprimimos o sentimento?

precisamos perder o medo de expressarmos fraqueza, o medo de nos sentirmos impotentes e frágeis, sentimentos como esse fazem parte da natureza humana.

se quiser chorar, chore. se quiser gritar, grite. se quiser socar alguém, cace algo que você possa socar sem ir pra cadeia.

não tenha medo ou vergonha, pois só depois que caímos, podemos nos levantar e perceber que crescemos com a queda.

extravase.

thaís ferreira

luana cabocollino




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desabafos,

ideia efervescente


e no meio do caminho
tinha uma ideia
não posso deixar passar
um segundo e já foi
memorinha ruim da gota

ou será o cérebro
que só anda imerso
em tantos pensamentos?

uma percepção
ativa uma reflexão
que aciona um registro
surgindo abstração

de repente já tem outra ideia
no meio do caminho
e lá se vai tudo de novo

sarita bruta





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questione,

que egoísmo, né?


estabilidade é massa. zona de conforto dá uma paz. mas qual a graça? será que tá bom mesmo essa vida sem movimento, sem emoção, sem fazer o que você realmente quer?

até que ponto vale ficar na mesmice só por medo de tomar uma queda dando pirueta?

não precisa sair por aí desvairado, equilíbrio também é recomendável. mas você vai ficar parado mesmo aí, seguindo a convenção da sociedade? convenção muito ultrapassada, inclusive.

qual o limite de deixar de lado as coisas que te dão prazer, que te fazem feliz e as ideias que você acredita?

será que não dá mesmo pra mudar nada aí ou você tá só com preguiça de levantar a bunda do sofá e preocupado com o que os outros vão pensar?

a gente pensa, pensa, pensa, mas as coisas só começam a andar quando a gente começa a praticar. tantos planos, tantos sonhos, pra que? pra arquivar numa gaveta bonita e decorada?

tanta gente precisando desses tantos e você guardando pra si...

que egoísmo, né? com você, com o mundo.

sarita bruta





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amor,

não tinha guarda-chuva


e você disse "é apenas uma garoa, não tenha medo de se molhar!"
e eu tão pequena diante de ti, não sabia negar tua vontade.
mas aquela agitação no meu peito me dizia o contrário, minha mente insistia em me alertar sobre ti. menina boba, não tenha medo, se entregue - dizia você
- me deixe sentir teu corpo molhado junto ao meu.
tão absorvida pelo teus encantos, me lancei aos teus braços e deixei que a fina garoa banhasse nossos corpos.

sentia que cada centímetro do meu corpo entrando em combustão.
teu toque tão suave sobre minha pele.
teus lábios quentes explorando os meus.

tão de repente tua imagem se tornou borrão diante de mim.
e a pequena garoa tornou-se violenta.
e meus ouvidos eram preenchidos por sua risada macabra.

tudo começou a rodar, rodar,rodar, rodar, rodar....
me sentia tonta, fraca e com frio.

ao abrir os olhos, me vi sozinha, juntando cada pedaço meu.

a tempestade foi embora e junto a ela você se foi também.





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ansiedade,

2 regras para nunca mais se estressar


eu não nego, sou uma pessoa estressada. e eu poderia seguir citando aqui todos os diversos motivos pelos quais eu sou assim: o excesso de estímulos tecnológicos, a minha criação, as cobranças da sociedade, a minha própria personalidade etc. mas boa parte de tudo que eu falar vai se aplicar a todas as pessoas, principalmente as que vivem nas grandes capitais.

é uma era, gente, não tem jeito! o estresse é sintoma comum de cada cidadão moderno. se você for passar um tempo no meio do mato, você vai relaxar, mas, em alguns dias ou meses, acredite que você vai desenvolver novamente o estresse pelo vício de está sendo estimulado por algo novo. (é claro que me refiro mais às pessoas das novas gerações e que foram submetidas ao uso constante de tecnologia).

e nisso, vem uma infinidade de terapias e curas para o sujeito estressado. (acho que nunca vou entender porque o ser humano sempre trabalha na consequência e nunca na causa).

psicólogo, yoga, rivotril, centros espirituais, aromaterapia, reiki etc etc etc.

pouparíamos milhões de reais se tivéssemos um pouquinho mais de conhecimento sobre o que a gente representa no mundo. somos tão pequenos diante do universo e as nossas insatisfações são tão mesquinhas em relação a grande engrenagem mundial, na qual existem tantos seres vivos, planetas, infinitudes desconhecidas.

nesse sentido, preciso compartilhar um pensamento de susan andrews sobre o estresse que pode parecer muito bobo mas faz um enorme sentido:

há 2 regras para lidar com o estresse.

regra 1: não se preocupar com ninharias.

regra 2: tudo é ninharia.

se eu pudesse eu penduraria uma placa na minha cabeça à vista dos meus olhos, pra que eu pudesse ler a cada segundo esse texto. iria poupar tantas rugas.

a gente se preocupa com tanta merda que não vai valer de nada quando estivermos amanhã num caixão. tanto esforço pra ser e ter, que nem te trazem sequer felicidade. tanta energia dispendida com gente maluca, que não tá nem aí pra você. tanta acumulação de um monte de tranqueira que a gente não precisa.

toda vez que você se estressar, reflita e você vai ver que aquilo nem era tão relevante assim.

o estresse eventual é natural, mas viver estressado nunca será. pare de dar importância ao que não tem importância.

pare de se empenhar tanto em fazer coisas que não prestam pra nada, nem ao menos pra te trazer lazer. saia do automático.

e não se preocupe com esse texto, pois se trata apenas de mais uma ninharia.

sarita bruta

Imagem: @ohabrealas





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amor,

não daria certo


acontece que eu nunca parei de pensar em você. beijei tantas bocas e conheci tantos corpos mas, no fundo do meu cérebro sempre tinha aquela vozinha que me dizia "não é ele". e eu poderia, de pronto, elencar todos os motivos pelos quais não devemos ficar juntos. eu ainda acho que não daria certo.

mas é que com a gente tem uma conexão de alma. como se estivessem destinadas a ficar entrelaçadas. não existirá laço igual, nunca, eu tenho certeza.

você é quase um multivitamínico que eu preciso tomar pra ficar plena. porque, entenda, eu vivo sem você, vivo bem, mas não tem graça.

sem você não tem amor, não tem confiança, não tem família, não tem filhos, não tem cachorro, não tem esperança.

você tem tantos defeitos, mas ainda assim, é a pessoa que conheço com menos defeitos.

sarita bruta





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áries,

ariano sempre tá de paixonite por alguém


ariano sempre tá de paixonite por alguém. não importa se é o atendente da padaria, o famosinho do insta ou aquele seu amigo que nunca te viu assim. tá sempre acontecendo. ô bicho que gosta de amar. nem que seja um amor platônico. quem liga se não está ao seu alcance? o importante é ser arrebatador. quem liga se não é correspondido? o que importa é o tum tum no coração.

só que é efêmero. se a pessoa que ele ama não lhe corresponde, ele logo procura outra inspiração. a questão é que sempre há essa inspiração. o ariano não descansa. e isso cansa.

mas quando ele sente que existe ali no fundo daquele olhar a reciprocidade que ele precisa, tudo fica lindo, tudo é poesia, viver será sempre bom.

pro ariano o amor começa no primeiro olhar do querer. nada de ficar esperando pelo melhor momento, nada de cautela. ele quer viver esse sentimento. e é lindo. é amor. verdadeiro. autêntico. intenso.

quem iria fugir disso?

sarita bruta





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desabafos,

mulheres e crianças primeiro



a fome que mata
mata menos que a bala que vara
e a faca que corta
corta menos que a palavra que exala

a gordura que sobra
mata menos que o remédio que sara
e o dedo que aponta
dói mais que o tapa na cara

a criança que chora
chora mais alto que a voz concentrada
e a lágrima vertida
escorrega na garganta embolada

a dor consentida
dói mais que a dor desejada
e a unha quebrada
não arranha como a língua afiada

a ideia mofada
é mais útil que a cabeça parada
e a caneta que falha
falha menos que a espada cravada

os olhos coloridos
não definem a alma do cara
e os olhos cerrados
veem mais que a luneta da tara

a vítima que grita
ignora o que o algoz lhe prepara
e o santo da prece
ignora o que a vítima declara

a hóstia do domingo
é mais salgada que o suor da batalha
onde o bafo da morte
fede mais que o corpo na vala

a vida que passa
é mais lenta que a vida que para
e o amor sem vontade
te humilha, te atormenta e te cala

e sempre calado reclama
dançando o silêncio em protesto
pedindo pros que estão à deriva
que rezem pelo fim ou pelo resto






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amor,

honestidade e conveniência


diga a verdade
nada é mais do mesmo jeito
você não quer mais estar aqui
você quer estar ali

pare de se aninhar
nesse conforto que só eu lhe dou

preciso seguir em frente
mas você não deixa
me tira a coragem
com sua cara de cachorrinho pidão

o que falta é honestidade
e atitude de falar na cara
tudo que tá no coração

você não precisa de mim
vá viver sua vida
e ser feliz

conveniência é inércia
e nem eu nem você queremos isso
vamos ser livres
e amigos?

sarita bruta





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desabafos,

medinho


eu pensei que eu era objetiva
mas olha que salada
que tá a minha vida

me encontro
e desencontro
não sei mais onde estou

ora quero vermelho
ora quero azul
mas que coisa mais fora de tom

passeio pelos caminhos
mas em nenhum acho ninho
será dúvida ou medinho?

sarita bruta





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desabafos,

fundamental é aquilo que dói


a dor do povo é externa. a minha é avessa, clássica e moderna. nem todo muro protege, nem todo buraco é caverna. nem toda prece tem alvo, nem todo santo tem perna. a dor é fusão e fissão, é prisão e caserna. a dor que se esconde é ilusão, a que se mostra, é lanterna. entendo que a dor não tem pátria, mas tem berço, tem lar, é fraterna.

conserta, abriga, mas fere, machuca e consterna. toda dor é alarme, é alerta. para quem não vê o ingênuo, o tolo e o pateta. eu sinto, esse já não se governa. aquela dor que pariu pode até ser materna. mas a dor que nasce da dor é pra sempre, é eterna. um dia essa dor será útil. um dia esse corpo terá alma. talvez um dia esse mundo seja justo. talvez um dia essa vida tenha calma. a dor é fundamental. a dor faz bem. amém.






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questione,

comum é diferente do normal


no livro “o poder da ação” de paulo vieira, há um tópico que aborda a diferença do que é normal e do que é comum. aparentemente, são duas palavras sinônimas, mas o livro faz um comparativo surpreendente que eu nunca pude esquecer. diante desse conceito, fiz um paralelo um pouco além do propósito inicial do autor.

às vezes a gente leva a vida aceitando um monte de coisa que a gente não acha legal e que até mesmo não concorda porque é “normal”. por que vou me opor a algo que todos consideram normal?

vou citar alguns exemplos reais para que vocês comecem a entender a lógica:

- eu (homem ou mulher) posso ter condutas machistas e intolerantes porque é cultural, então é normal.

- eu posso aceitar suborno ou cometer qualquer outro tipo de corrupção, é normal todo mundo fazer isso, não sou eu quem vai ficar de fora.

- eu posso jogar lixo na rua, afinal, é normal todo mundo jogar, mais um, menos um, tanto faz.

- eu tenho que tomar cerveja e gostar de sertanejo pois é normal se divertir assim e eu não quero ficar isolado.

e eu poderia fazer um livro só de exemplos de coisas que nós chamamos de normais, mas que não são nem um pouco normais.

o adjetivo para isso tudo é a palavra: comum. ser machista, corrupto, mal-educado, hipócrita etc., pode ser comum, mas não é normal.

nunca vai ser normal você cometer atos de preconceitos e inferiorização à determinada classe. nunca vai ser normal cometer atos ilícitos e que atentem contra a sociedade. nunca será normal poluir o meio-ambiente sabendo das consequências horríveis que isso trazer para nós. nunca será normal você se obrigar a gostar de algo ou frequentar determinados locais só para se sentir pertencente.

repito: nada disso é normal, é apenas comum.

e aí, vai continuar aceitando essa vidinha comum, dando desculpas de que é normal?

sarita bruta





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ansiedade,

agora


agora
now
logo
imediatamente
rapidamente
prontamente
nesse instante
sem demora
sem delongas

e eu vou morrendo aos poucos...

sarita bruta





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especial,

considerações do filme: Julia & Julie


julia childs (meryl streep) é uma cozinheira que escreveu um livro com 524 receitas da culinária francesa para donas de casa americanas. julie powell (amy adams) é uma cidadã comum que trabalha todos os dias num emprego de telemarketing. a terapia de julie é cozinhar e, então, ela cria um blog propondo um desafio de preparar todos as receitas do livro de julia em 365 dias.

o filme é bem levinho, agradável e baseado em fatos reais, mas fica mais interessante pelas mensagens que ele traz.

atenção!! spoilers!!





1. o respeito e a compreensão dos parceiros: durante todo o filme, os maridos de julia & julie apoiam os seus respectivos projetos, mesmo que sejam arriscados e com futuro incerto. eles vibram junto com elas a cada conquista e as consolam nos momentos difíceis. isso sim é relacionamento, não essa competitividade e descaso que vejo nos  atuais.

2. você é capaz de realizar seu sonho, e, se você não tem um sonho, procure que você vai achar: no filme, julia é americana mas seu marido foi transferido a trabalho para paris e ela foi também. chegando lá ela começa a procurar cursos para fazer, mas não se encontra em nenhuma atividade até que percebe que gosta de culinária. e então passa a perseguir o seu sonho, que é publicar um livro de receitas. já julie já sabe que gosta de cozinhar e vai descobrindo como moldar os seus sonhos a essa paixão.

3. as mulheres estão em evidência e realizando seus sonhos e os maridos não se importam com isso: lembrando que o filme se passa aproximadamente em 1952 na parte de julia e 2003 na parte de julie. elas fazem questão de trabalhar e seguir os seus objetivos sem se importar com as obrigações impostas para a mulher na sociedade. uma parte do filme mostra que os cursos mais avançados de culinária na frança só eram ministrados para homens naquela época. julia insiste e consegue uma vaga na turma, se destacando entre eles.

4. não importa o que seu ídolo acha de você, e sim o que ele representa para você: em uma cena do filme fica a ideia duvidosa de que julia não gostou do blog feito em sua homenagem por julie, o que faz esta sofrer por não ter seu trabalho reconhecido por sua ídola. mas seu marido lhe faz alguns questionamentos, fazendo julie perceber que o que importa é toda a força e realização que a “julia da sua cabeça” trouxe para ela.

sarita bruta





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amor,

você não é o último no mundo



deito na cama
sem nada pra fazer
não consigo evitar
só penso em você

ensaio cenas
em que você não me deixa ir
sorrio sozinha
mas você não está aqui

me recomponho
você não é último no mundo
ainda tenho tantas chances

de viver cada segundo

sarita bruta





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desabafos,

pensamentos de um morto-vivo


chego no quarto
abro a janela
ligo o ventilador
sento-me na beirada da cama
olho pro pedacinho de céu
começo a pensar nas coisas que eu faço,
são tantas
por que me orgulharia em ser o homem que sou?
se em meu coração tem mentiras
bombando rancor, raiva, bondade,
sentimentos bons e ruins
mas tenho que sair pra rua
vou por a melhor roupa
mas falta algo mais
vou por uma máscara
me vejo no espelho do banheiro
assim ta ótimo
esse sorriso vai dizer realmente que eu não sou
carregando alegrias que eu não as tenho
170cm de carne e osso
esperando a decomposição


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amor,

por que eu não posso estar solteira e bem com isso?



estar solteiro não é sinônimo de estar disponível. por que as pessoas acham que só porque eu não estou em um relacionamento, necessariamente eu estou procurando por um?

é muita pretensão achar que uma pessoa não pode estar confortável sozinha.

namorar é bom demais, posso atestar, pois já tive excelentes experiências nesse campo. mas isso não significa que eu tenho que sempre estar precisando desse status afetivo para ser feliz e me sentir completa.

é como se todo lugar em que existem duas pessoas solteiras, elas necessariamente tenham que se pegar pois estão desesperadamente loucas para engatar uma união. e os cupidos são bem empenhados em fazer essa premeditada futura relação funcionar.

teoricamente as pessoas desimpedidas estão sofrendo por não terem ninguém para amar.

mas deixa eu te contar, não é bem assim!

primeiro que eu posso estar realmente tranquila em relação a minha situação amorosa.

segundo que mesmo que eu estivesse desejando estar com alguém, não escolheria a primeira pessoa livre que aparecesse na minha frente.

a gente tem que parar de achar que precisa de um relacionamento pra ser feliz e, consequentemente, achar que o outro também precisa. esse aspecto se trata apenas de um pilar de nossas vidas, não de toda a sua sustentação.

cupido bom é aquele que percebe onde há sintonia. caso contrário, prefiro eu mesma fazer o trabalho.

sarita bruta





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amor,

nem palavras, nem atitudes. coerência!



há aquela frase que diz que atitudes valem mais do que palavras. não adianta promessas, declarações e discursos se as suas ações não condizem com o que você fala. mas pensa comigo, não adianta também a pessoa demonstrar verdadeiramente uma coisa se ela a todo tempo nega o que tá dentro dela.

exemplo: você percebe que a pessoa gosta muito de você pelas atitudes, mas ela fala que não quer ficar com você e, até que não gosta de você. você está maluco? não! a pessoa apenas tomou uma decisão que contraria os sentimentos dela. você vai fazer o que? convencer a pessoa de que ela tá vivendo da forma errada, de que ela deve se entregar ao amor?  você pode até tentar, mas no fim a decisão será sempre da pessoa e você não tem como interferir nisso.

e aquela pessoa rude que não diz eu te amo? o amor está nas atitudes sim, mas também está nas palavras. todo mundo precisa dizer como se sente e ouvir do outro também. fala que gosta de comida, de carro, de salário, mas não pode falar que gosta de um ser humano? ah, me poupe. que pedra é essa que ficou no lugar do seu coração? trata de estraçalhar logo ela, viu amigo.

ou seja, nada é mais importante. porque ninguém tá aqui pra receber de menos de alguma coisa. têm que ter atitudes e palavras. não só atitudes, nem só palavras. isso se chama coerência, que é o que faz a gente entender o que se passa na vida da outra pessoa. decifrar só fica bonito em poesias, no mundo real cansa.

sarita bruta






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