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Fluir



O que eu mais falo aqui nesse blog é sobre ser você mesmo. Sobre como cada um é único. Sobre como o ser humano tem história, personalidade e, quem sabe, vidas passadas, próprias.

Mas nem sempre aplico isso na minha vida. Essa semana, por conta de uma determinada situação, percebi como sou capaz de generalizar tantos fatos. Posso culpar meu cérebro por essa mania de automatizar pensamentos pra economizar energia. Mas posso também me culpar por me deixar agir inconscientemente, trazendo prejuízos somente a mim mesma.

Eu criei um padrão de percepção tão nocivo que não entendo como meu instinto de sobrevivência ainda não tinha acendido uma luzinha. É assim, se uma pessoa fala uma frase, apenas uma frase, eu julgo toda a personalidade dela e aceito como verdade. Ou então, se ela se comporta exatamente como alguém que já me machucou se comportava, eu assumo a ideia de que ela também vai me machucar.

Só quando a gente coloca no papel, que percebe o tanto de loucura. Pelos meus estudos virtuais sobre psicologia, acredito ser uma estratégia completamente natural de filtrar pessoas boas e ruins. O problema é que esse filtro se tornou tão automatizado que tá meio que precisando de uns ajustes já. Às vezes ele passa pessoas ruins como se fossem boas (esse erro é de fábrica, não tem jeito), mas o que me entristece é quando ela exclui pessoas boas qualificando-as como ruins por tão pouco.

Eu só queria que essa generalização não fosse tão superficial. Baseada em tão pouco conhecimento de causa. É como se você condenasse alguém depois de ter lido apenas a primeira página do processo.

A boa notícia é que sempre dá pra mudar isso e o primeiro passo já foi dado: perceber. O segundo passo acredito que seja se permitir. Toda vez que essa exigência involuntária queimar, não devo me abater por ela. O segredo é ficar consciente do que você anda pensando e fazendo.


Autoria: Brutamor


Comentários

TOP 5 MENSAL

Não daria certo

Acontece que eu nunca parei de pensar em você. Beijei tantas bocas e conheci tantos corpos mas, no fundo do meu cérebro sempre tinha aquela vozinha que me dizia "não é ele". E eu poderia, de pronto, elencar todos os motivos pelos quais não devemos ficar juntos. Eu ainda acho que não daria certo.

O mundo anda complicado para os românticos

Faz tempo que você já não precisa mais levantar pra mudar o canal, o controle remoto faz o trabalho. Você não precisa mais encher as garrafas pra botar na geladeira, tem uma máquina que gela a água pra você. Aquele filtro de café? Esquece! Agora você tem sachês que juntamente com a eletricidade produzem qualquer sabor dessa bebida.

Para pra pensar quanto esforço nos é poupado com essa maravilhosa tecnologia que nos dá tudo na mão. Como se não bastasse, a evolução não atingiu só os objetos. Ela conseguiu a proeza de chegar nas pessoas (mas como objetos, se é que você me entende).

Agora a gente não precisa se esforçar pra falar com ninguém. Alguns cliques no teclado do celular e “✓”. Me explica pra que eu vou ligar ou encontrar uma pessoa e concentrar toda a minha energia nela, se eu posso falar com ela no whatsapp enquanto falo com outras pessoas, vejo o feed das minhas redes sociais e escuto uma música? Não faz nenhum sentido.

E como fica o amor no meio desse tiroteio de facilidades?…

Convite pra ser adulto

Cá estou eu ouvindo minha playlist de rap no Spotify, quando começa a tocar Preta de Quebrada de Flora Matos. Tô lá eu gingando e curtindo a batida e aí surge uma parte falada da música que dizia coisas muito interessantes. Mas a voz não era de Flora... era de quem então?

Quando o amor vira um martírio

Quando você ama uma pessoa sempre quer o melhor para ela. Você quer que ela sorria e seja feliz. Então você usa as ferramentas que tem para ajudar essa determinada pessoa a alcançar o máximo de sensações boas possíveis. E isso tudo é muito lindo, é amor.

Memórias, apenas.

E eu que me esquecia que os pássaros eram livres
Que as raízes cresciam
Que as águas se moviam
Que as flores encantavam
Que teus risos me emocionavam
Mas agora tudo mudou
Não vejo mais pássaros, livres, voando
Nem tua boca me falando
O que eu sempre gostei de ouvir
Que as rosas que tu recebias de mim
Eram as coisas mais belas
E o belo se fez feio
O tempo não foi nosso amigo.


Miqueias Laurentino

A imagem do texto é sua?

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