desabafos,

o peso de um padrão

quarta-feira, abril 25, 2018 Brutamor 0 Comments


o que eu mais falo aqui nesse blog é sobre ser você mesmo. sobre como cada um é único. sobre como o ser humano tem história, personalidade e, quem sabe, vidas passadas, próprias.

mas nem sempre aplico isso na minha vida. essa semana, por conta de uma determinada situação, percebi como sou capaz de generalizar tantos fatos. posso culpar meu cérebro por essa mania de automatizar pensamentos pra economizar energia. mas posso também me culpar por me deixar agir inconscientemente, trazendo prejuízos somente a mim mesma.

eu criei um padrão de percepção tão nocivo que não entendo como meu instinto de sobrevivência ainda não tinha acendido uma luzinha. é assim, se uma pessoa fala uma frase, apenas uma frase, eu julgo toda a personalidade dela e aceito como verdade. ou então, se ela se comporta exatamente como alguém que já me machucou se comportava, eu assumo a ideia de que ela também vai me machucar.

só quando a gente coloca no papel, que percebe o tanto de loucura. pelos meus estudos virtuais sobre psicologia, acredito ser uma estratégia completamente natural de filtrar pessoas boas e ruins. o problema é que esse filtro se tornou tão automatizado que tá meio que precisando de uns ajustes já. às vezes ele passa pessoas ruins como se fossem boas (esse erro é de fábrica, não tem jeito), mas o que me entristece é quando ela exclui pessoas boas qualificando-as como ruins por tão pouco.

eu só queria que essa generalização não fosse tão superficial. baseada em tão pouco conhecimento de causa. é como se você condenasse alguém depois de ter lido apenas a primeira página do processo.

a boa notícia é que sempre dá pra mudar isso e o primeiro passo já foi dado: perceber. o segundo passo acredito que seja se permitir. toda vez que essa exigência involuntária queimar, não devo me abater por ela. o segredo é ficar consciente do que você anda pensando e fazendo.

sarita bruta




0 Comentários: