desabafos,

“mas” que agouro

domingo, fevereiro 11, 2018 sarita bruta 0 Comments


hoje eu estava esperando para ser atendida num consultório médico na paz de deus, mexendo no celular aleatoriamente quando entra uma mulher efusiva pela porta de vidro. cumprimentou a recepcionista como se já a conhecesse e sentou para aguardar um outro médico. as duas começaram a conversar.

a mulher efusiva começou a contar sobre o casamento da sua filha, que tinha sido lindo e que ela ficou muito bonita nas fotos e blá blá blá, mas (porque sempre tem o “mas”) era muito novinha e não estava na hora de casar. e aí a secretária fez mais perguntas sobre o grande acontecimento e a mãe da noiva, a cada resposta, repetia o fato dela ser muito jovem e que não era para casar.

essa conversa era, na verdade, bem entediante para mim, mas como eu não tinha coisa muito melhor para fazer, fiquei prestando atenção nesse papo e comecei a refletir sobre duas coisas. primeiro: por que a gente sempre tem que focar no que é ruim? porque sempre tem que ter esse “mas”? e segundo: por que existe um número que nos diz com qual idade devemos casar ou fazer qualquer coisa na vida?

que coisa chata isso! a menina claramente queria casar, tudo foi “lindo”, conforme a própria descrição da sujeita, não haviam impedimentos descritos, então foca nisso, não pode ser? mas não, tem que ter o “mas”, aquela palavrinha que nos diz que não existe nada 100% bom. mesmo que seja inventar uma coisa que não tem nada a ver com a felicidade do casal.

e essa idade padrão qual seria? nem sei que idade a garota tinha, mas seja qual for, se os pombinhos quiserem, tiverem condições e for dentro da lei, não há nenhum “mas”. e seja lá qual for o seu pensamento negativo sobre casamento em determinada idade, já está feito, vai ficar repetindo para o resto da vida que o casamento foi lindo, mas não era para acontecer? que agouro da porra.

mas essa situação bobinha do dia a dia me fez querer me observar mais e só usar o “mas” se for pra reverter uma frase ruim para uma boa e não o contrário. recomendo, faz bem à alma e aos ouvidos alheios.

sarita bruta





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