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Comum é diferente de normal




No livro “O poder da ação” de Paulo Vieira, há um tópico que aborda a diferença do que é normal e do que é comum. Aparentemente, são duas palavras sinônimas, mas o livro faz um comparativo surpreendente que eu nunca pude esquecer. Diante desse conceito, fiz um paralelo um pouco além do propósito inicial do autor.

Às vezes a gente leva a vida aceitando um monte de coisa que a gente não acha legal e que até mesmo não concorda porque é “normal”. Por que vou me opor a algo que todos consideram normal?

Vou citar alguns exemplos reais para que vocês comecem a entender a lógica:



- Eu (homem ou mulher) posso ter condutas machistas e intolerantes porque é cultural, então é normal.
- Eu posso aceitar suborno ou cometer qualquer outro tipo de corrupção, é normal todo mundo fazer isso, não sou eu quem vai ficar de fora.
- Eu posso jogar lixo na rua, afinal, é normal todo mundo jogar, mais um, menos um, tanto faz.
- Eu tenho que tomar cerveja e gostar de sertanejo pois é normal se divertir assim e eu não quero ficar isolado.

E eu poderia fazer um livro só de exemplos de coisas que nós chamamos de normais, mas que não são NEM UM POUCO NORMAIS.

O adjetivo para isso tudo é a palavra: COMUM. Ser machista, corrupto, mal-educado, hipócrita etc., pode ser comum, mas não é normal.

Nunca vai ser normal você cometer atos de preconceitos e inferiorização à determinada classe. Nunca vai ser normal cometer atos ilícitos e que atentem contra a sociedade. Nunca será normal poluir o meio-ambiente sabendo das consequências horríveis que isso trazer para nós. Nunca será normal você se obrigar a gostar de algo ou frequentar determinados locais só para se sentir pertencente.

Repito: Nada disso é normal, é apenas comum.

E aí, vai continuar aceitando essa vidinha comum, dando desculpas de que é normal?


Autoria: Brutamor




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TOP 5 MENSAL

Convite pra ser adulto

Cá estou eu ouvindo minha playlist de rap no Spotify, quando começa a tocar Preta de Quebrada de Flora Matos. Tô lá eu gingando e curtindo a batida e aí surge uma parte falada da música que dizia coisas muito interessantes. Mas a voz não era de Flora... era de quem então?

Memórias, apenas.

E eu que me esquecia que os pássaros eram livres
Que as raízes cresciam
Que as águas se moviam
Que as flores encantavam
Que teus risos me emocionavam
Mas agora tudo mudou
Não vejo mais pássaros, livres, voando
Nem tua boca me falando
O que eu sempre gostei de ouvir
Que as rosas que tu recebias de mim
Eram as coisas mais belas
E o belo se fez feio
O tempo não foi nosso amigo.


Miqueias Laurentino

A imagem do texto é sua?

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Não daria certo

Acontece que eu nunca parei de pensar em você. Beijei tantas bocas e conheci tantos corpos mas, no fundo do meu cérebro sempre tinha aquela vozinha que me dizia "não é ele". E eu poderia, de pronto, elencar todos os motivos pelos quais não devemos ficar juntos. Eu ainda acho que não daria certo.

A força do querer

Nem sempre o segredo faz dar certo
Ao contrário do que todo mundo fala
Externar sua vontade pode te fazer realizar

O que é verdade?

Essa é a pergunta do dia 14 de março do livro "Uma pergunta por dia".

Subitamente me veio a mente as respostas "nada", "não existe verdade", "nenhuma verdade é absoluta".

Mas depois refleti sobre a verdade que eu via a minha frente: minha mesa de mapa-múndi, meu notebook, minhas canetas, meu copo brinde do leite ninho. E a minha própria existência é verdadeira, creio eu.


E esse "crer" que transforma um fato, um sentimento, um pensamento, em verdade.

Para os céticos, a verdade está apenas ao alcance dos olhos. Para o crédulo, existe veracidade até no sobrenatural.

Então, a minha verdade é que a verdade existe. E ela se conjura no plural: verdades.

Nós criamos as verdades e inverdades. Somos poderosos, podemos até trocar de verdade pra inverdade e vice-versa.

Pena que não dá pra responder em 4 linhas, que é o espaço do livro. Então vou resumir nisso:

"O que é a verdade senão a ferramenta que criamos a favor e contra nós?"

Ach…