Pular para o conteúdo principal

Sobre a âncora




A noite que ficou
O triste estranho gosto que restou
Já diz tudo sobre tudo
E o que já foi

O escuro que se faz
Tão claro é o que ele traz
E nada mais além de tudo
Sobre a luz
Que dói

Nada além de ontem
Cada quem com seu parquet pra pôr no seu chão

A chuva que chorou
O livre e breve gosto que beijou
Já viu tudo sobre tudo
E ancorou
O escuro que se faz
Tão claro é o que ele traz
E nada mais além de tudo
Sobre a luz
Que dói

Nada vem pra ontem
Cada quem sabe o que tem pra se manter


Autoria: Marco Azevedo




*Gostou desse texto? Compartilha com seus amigos e comenta o que achou aqui embaixo!

Comentários

TOP 5 MENSAL

Convite pra ser adulto

Cá estou eu ouvindo minha playlist de rap no Spotify, quando começa a tocar Preta de Quebrada de Flora Matos. Tô lá eu gingando e curtindo a batida e aí surge uma parte falada da música que dizia coisas muito interessantes. Mas a voz não era de Flora... era de quem então?

Memórias, apenas.

E eu que me esquecia que os pássaros eram livres
Que as raízes cresciam
Que as águas se moviam
Que as flores encantavam
Que teus risos me emocionavam
Mas agora tudo mudou
Não vejo mais pássaros, livres, voando
Nem tua boca me falando
O que eu sempre gostei de ouvir
Que as rosas que tu recebias de mim
Eram as coisas mais belas
E o belo se fez feio
O tempo não foi nosso amigo.


Miqueias Laurentino

A imagem do texto é sua?

*Gostou desse texto? Compartilha com seus amigos e comenta o que achou aqui embaixo!

Não daria certo

Acontece que eu nunca parei de pensar em você. Beijei tantas bocas e conheci tantos corpos mas, no fundo do meu cérebro sempre tinha aquela vozinha que me dizia "não é ele". E eu poderia, de pronto, elencar todos os motivos pelos quais não devemos ficar juntos. Eu ainda acho que não daria certo.

A força do querer

Nem sempre o segredo faz dar certo
Ao contrário do que todo mundo fala
Externar sua vontade pode te fazer realizar

O que é verdade?

Essa é a pergunta do dia 14 de março do livro "Uma pergunta por dia".

Subitamente me veio a mente as respostas "nada", "não existe verdade", "nenhuma verdade é absoluta".

Mas depois refleti sobre a verdade que eu via a minha frente: minha mesa de mapa-múndi, meu notebook, minhas canetas, meu copo brinde do leite ninho. E a minha própria existência é verdadeira, creio eu.


E esse "crer" que transforma um fato, um sentimento, um pensamento, em verdade.

Para os céticos, a verdade está apenas ao alcance dos olhos. Para o crédulo, existe veracidade até no sobrenatural.

Então, a minha verdade é que a verdade existe. E ela se conjura no plural: verdades.

Nós criamos as verdades e inverdades. Somos poderosos, podemos até trocar de verdade pra inverdade e vice-versa.

Pena que não dá pra responder em 4 linhas, que é o espaço do livro. Então vou resumir nisso:

"O que é a verdade senão a ferramenta que criamos a favor e contra nós?"

Ach…