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Ninguém me validou





Nunca pensei que fosse fechar meu coração dessa forma. Logo eu, toda cheia de romance. Mas é que chega uma hora que o peito cansa de levar pancada. Pancada da vida, dos relacionamentos, dos planos que não dão certo...

A gente perde a chama, o brilho no olhar, a esperança de que algo vai dar certo.

Mas sabe de uma coisa? Esse momento é bom. É tão bom. É você contra você mesmo. É seu tempo de enxergar quem tá ali dentro. O que você é? O que você quer ser? Onde você quer chegar?

Não tem influência nenhuma, não tem ninguém vivendo por você.


Pode ser uma etapa triste, eu sei, solidão nunca é uma coisa gostosa. Mas a gente tem que respeitar essa fase e tirar o máximo proveito disso. Se descobrir e entender o que faz essa vida valer pra gente.
Nossa sociedade não se preocupa muito com isso, né? É tipo: vai vivendo aí como dá, deixa pra fazer o que gosta no final de semana (se você não estiver muito cansado) ou nas férias (se você tiver esse direito).

Nunca gostei desse discursinho mas não é que eu fui deixando a onda me levar e fiz exatamente o que padrão hipócrita queria de mim? Isso fazia com que eu me sentisse pertencente a algum tipo de rotina que me validaria.

Mas olha, já tem 10 anos que eu saí do ensino médio e até hoje aguardo por minha validação.

E ela não vai chegar. Nunca.

Porque a gente que tem que se validar.

Por isso que eu digo, respeite sua solidão, seu silêncio. Esqueça a opinião dos outros e os modelos que querem te empurrar goela abaixo.

Seja você, saiba o que você ama e busque por isso por mais difícil que seja, porque ninguém pode te prover essa satisfação a não ser você mesmo.

Só hoje eu entendo aquele verso de Los Hermanos que diz “Os dias que eu me vejo só / São dias que eu me encontro mais”.

Eventualmente abrirei meu coração novamente mas, dessa vez sabendo o que realmente importa pra mim.


Autoria: Brutamor




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TOP 5 MENSAL

Convite pra ser adulto

Cá estou eu ouvindo minha playlist de rap no Spotify, quando começa a tocar Preta de Quebrada de Flora Matos. Tô lá eu gingando e curtindo a batida e aí surge uma parte falada da música que dizia coisas muito interessantes. Mas a voz não era de Flora... era de quem então?

Memórias, apenas.

E eu que me esquecia que os pássaros eram livres
Que as raízes cresciam
Que as águas se moviam
Que as flores encantavam
Que teus risos me emocionavam
Mas agora tudo mudou
Não vejo mais pássaros, livres, voando
Nem tua boca me falando
O que eu sempre gostei de ouvir
Que as rosas que tu recebias de mim
Eram as coisas mais belas
E o belo se fez feio
O tempo não foi nosso amigo.


Miqueias Laurentino

A imagem do texto é sua?

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Não daria certo

Acontece que eu nunca parei de pensar em você. Beijei tantas bocas e conheci tantos corpos mas, no fundo do meu cérebro sempre tinha aquela vozinha que me dizia "não é ele". E eu poderia, de pronto, elencar todos os motivos pelos quais não devemos ficar juntos. Eu ainda acho que não daria certo.

A força do querer

Nem sempre o segredo faz dar certo
Ao contrário do que todo mundo fala
Externar sua vontade pode te fazer realizar

O que é verdade?

Essa é a pergunta do dia 14 de março do livro "Uma pergunta por dia".

Subitamente me veio a mente as respostas "nada", "não existe verdade", "nenhuma verdade é absoluta".

Mas depois refleti sobre a verdade que eu via a minha frente: minha mesa de mapa-múndi, meu notebook, minhas canetas, meu copo brinde do leite ninho. E a minha própria existência é verdadeira, creio eu.


E esse "crer" que transforma um fato, um sentimento, um pensamento, em verdade.

Para os céticos, a verdade está apenas ao alcance dos olhos. Para o crédulo, existe veracidade até no sobrenatural.

Então, a minha verdade é que a verdade existe. E ela se conjura no plural: verdades.

Nós criamos as verdades e inverdades. Somos poderosos, podemos até trocar de verdade pra inverdade e vice-versa.

Pena que não dá pra responder em 4 linhas, que é o espaço do livro. Então vou resumir nisso:

"O que é a verdade senão a ferramenta que criamos a favor e contra nós?"

Ach…