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Faz tempo que não vejo você

Ao som de: Gaúcha - Lupe de Lupe

O conheci no momento mais improvável para se apaixonar. Recém solteira, com uma enorme vontade e necessidade de ficar sozinha. Eu só queria me reencontrar e curtir um momento totalmente livre.

Conhecer pessoas novas sem nenhuma pretensão, viver momentos, experiências e no final, voltar pro meu mundo. Era só isso que eu queria.

No meio desse caminho instalei o tinder. Nunca tinha usado na vida. Não tem nada a ver comigo escolher pessoas por foto porque são coisas como modo de andar, falar, se expressar, as ideias e outras coisas que mais me atraem. Outro problema é ter que dar like em mais de uma pessoa, logo eu que sou de encarnar em um só.

Mas ok. Estava tentando ser aberta e experimentar. Conheci umas pessoas mas acabei só saindo com um que já conhecia na vida real. Não foi bom.

Em duas semanas já tinha enchido o saco desse cardápio humano mas eis que um menino meio sério e com papos mais relevantes queria sair comigo num local e horário bem conveni…
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O caminhão não vem te buscar

Dois motivos pra você viver fazendo as escolhas erradas: falta de autoconhecimento e falta de autoestima.

São dois conceitos diferentes mas que se entrelaçam de forma muito bonita no nosso psicológico.
Vivemos no meio de milhões de pessoas totalmente acessíveis à gente, já que agora temos a internet para isso. Imagine todo esse povo pensando e soltando o verbo? É muita diversidade de informação.

Limitando um pouco, digamos que temos um núcleo de pessoas com quem nos comunicamos: família, amigos, colegas e seres aleatórios de grupos de facebook. Cada um deles tem uma filosofia e uma atitude diante da vida e, quando se expressarem, refletirão exatamente esse interior personalíssimo.

E você, estando em companhia dessas pessoas, irá absorver todas as informações que elas proferirem. Mesmo que você seja do tipo distraído, em algum momento vai entrar na sua cabeça.

Quando você se conhece, você ouve as opiniões e apenas sabe o que serve pra você ou não. E quando você tem autoestima, você pe…

Ser mãe

Eu não sou mãe. E esse não é um relato sobre trocar fraldas e passar noites em claro.

Muitas pessoas acham que quem não é mãe, não pode opinar sobre ser uma. Mas eu tenho uma mãe, conheço várias mães e, só por ser mulher, já pensei muito sobre ser mãe. E, tendo em vista que não se trata de nenhum projeto de lei, me sinto totalmente validada para opinar.

Esse assunto tem aparecido pra mim nessas últimas semanas e tenho pensado sobre o quanto ser mãe é hipervalorizado. É quase uma coisa santificada, um assunto que ninguém mexe, só se for pra glorificar de pé junto esse ser divino.

Não que não seja maravilhoso ser mãe, eu acho um processo lindo. E comparando à classe de pais do nosso país, as mães dão de 10 a 0 brincando. Então sim, é louvável, ainda bem que elas existem. Mas eu não acho legal como colocam a mãe como um ser supremo, até porque à um ser supremo são impostas responsabilidades utópicas.

As obrigações já começam antes mesmo de você ser mãe. Primeiro que você tem que querer …

Dói eu não me escolher

Essa é uma carta de desculpas.

Desculpa por eu ser assim tão fora do tom. Ainda não aprendi direito a viver nesse mundo com tantas regras e preconceitos.

Costumo seguir meu coração, minha intuição, mas sei que essa geralmente não é uma boa escolha, então acabo me comportando com esse tipo de autenticidade medrosa.

Tento conter esse meu jeitinho dramático de ser, mas às vezes perco o controle. Romanceio e jogo contra a parede. Não sei se nesse momento você acha que estou completamente apaixonada por você ou se quer apenas se ver bem longe de mim pelas minhas grosserias. Fato é que: depois do ataque, nem eu entendo como as coisas chegaram nesse ponto, já que, nem foi possível amar você.

Coisa de ego. Eu odeio que as pessoas entrem na minha vida e escolham sair. Porque novamente eu penso que nasci defeituosa. E eu não quero pensar nisso de novo. É que dói, sabe? Não dói você não me escolher. Dói eu não me escolher.

Primeiro que se eu me amasse eu nem entraria nisso tudo. Por migalhas...…

Onde foi que eu a perdi?

Acordei, peguei o celular. Ignorei as mensagens dos grupos. Fui direto para a conversa com ela. Mandei “bom dia” acompanhado de uma carinha fofa. Larguei o celular, levantei. Cumpri o ritual das manhãs. Dentes, banho, roupa. Enquanto tomava uma enorme xícara de café, olhei novamente o telefone. Dois tiques azuis no meu “bom dia”. Nenhuma resposta. Guardei a leve chateação. Fui para as obrigações. 45 minutos depois, nada. 2 horas mais tarde, Nada! Mandei aquela carinha com o polegar e o indicador no queixo. Funcionou. Ela respondeu. “Bom dia, tudo bem com vc???”. Ufa. “Tudo, tudo. E como vc passou de ontem pra hj?”. 2 minutos. 5 minutos. “Tô na correria aqui dpois nos falamos bj”. Poxa. “Ok. Tô por aqui, é só chamar. Bjo”. Voltei para os afazeres. Saí para o almoço. Voltei do almoço, rodei pelo Facebook. Ela postou uma foto com um amigo. Será que eu curto? Curti. Será que comento? Não. É demais. Abri mais uma vez o papo com ela. ONLINE. E nada de falar comigo. Nada! Passei a tarde fin…

O mundo anda complicado para os românticos

Faz tempo que você já não precisa mais levantar pra mudar o canal, o controle remoto faz o trabalho. Você não precisa mais encher as garrafas pra botar na geladeira, tem uma máquina que gela a água pra você. Aquele filtro de café? Esquece! Agora você tem sachês que juntamente com a eletricidade produzem qualquer sabor dessa bebida.

Para pra pensar quanto esforço nos é poupado com essa maravilhosa tecnologia que nos dá tudo na mão. Como se não bastasse, a evolução não atingiu só os objetos. Ela conseguiu a proeza de chegar nas pessoas (mas como objetos, se é que você me entende).

Agora a gente não precisa se esforçar pra falar com ninguém. Alguns cliques no teclado do celular e “✓”. Me explica pra que eu vou ligar ou encontrar uma pessoa e concentrar toda a minha energia nela, se eu posso falar com ela no whatsapp enquanto falo com outras pessoas, vejo o feed das minhas redes sociais e escuto uma música? Não faz nenhum sentido.

E como fica o amor no meio desse tiroteio de facilidades?…

Fluir

O que eu mais falo aqui nesse blog é sobre ser você mesmo. Sobre como cada um é único. Sobre como o ser humano tem história, personalidade e, quem sabe, vidas passadas, próprias.

Mas nem sempre aplico isso na minha vida. Essa semana, por conta de uma determinada situação, percebi como sou capaz de generalizar tantos fatos. Posso culpar meu cérebro por essa mania de automatizar pensamentos pra economizar energia. Mas posso também me culpar por me deixar agir inconscientemente, trazendo prejuízos somente a mim mesma.

Eu criei um padrão de percepção tão nocivo que não entendo como meu instinto de sobrevivência ainda não tinha acendido uma luzinha. É assim, se uma pessoa fala uma frase, apenas uma frase, eu julgo toda a personalidade dela e aceito como verdade. Ou então, se ela se comporta exatamente como alguém que já me machucou se comportava, eu assumo a ideia de que ela também vai me machucar.

Só quando a gente coloca no papel, que percebe o tanto de loucura. Pelos meus estudos virtu…